"O homem sempre buscou compreender o funcionamento do Universo, há registros de cerca de nove mil anos atrás com especulações sobre a natureza e de tudo o que existe. Mas foi na pré-história, que ocorreu pela primeira vez o uso prático do movimento dos corpos celestes, por isso a astronomia é frequentemente considerada a mais antiga das ciências. Desde a pré-história, o céu vem sendo usado como mapa, calendário e relógio pelas diversas culturas espalhadas pelo mundo."
Os maias, na América Central, também tinham conhecimentos que lhes permitiram criar calendários sofisticados baseados no movimento do Sol, da Lua e do planeta Venus e faziam registro de fenômenos celestes, e os polinésios aprenderam a navegar no Oceano Pacifico a cerca de três mil anos por meio de observações da posição das estrelas e do Sol. Nas Américas, o observatório mais antigo descoberto é o de Chankillo, no Peru, construído entre 200 e 300 a.C.
Os registros astronômicos escritos mais antigos datam de aproximadamente 3000 a.C. e se devem aos chineses, babilônios, assírios e egípcios, mas estruturas dedicadas a observação de eventos no céu são ainda mais antigas com quase de 8000 anos de idade como o circulo de Goseck. Naquela época, os astros eram estudados com objetivos práticos, como medir a passagem do tempo (fazer calendários) para prever a melhor época para o plantio e a colheita, ou com objetivos mais relacionados ao que chamamos de astrologia, como fazer previsões do futuro de pessoas ou de sua nação, já que, não tendo qualquer conhecimento dos princípios de funcionamento da natureza (física), acreditavam que divindades tinham o poder de dar a colheita, a chuva e mesmo da vida e a posição dos astros seria a forma de comunicação destas divindades com os seres humanos, dando indicações do que iria ocorrer.
O conhecimento da correlação entre a posição dos astros e a mudança das estações climáticas certamente levou ao estabelecimento das primeiras culturas agrárias, que amparadas pela capacidade de fazer colheitas bem sucedidas, fizeram surgir os grandes aglomerados humanos dedicados ao comercio de trocas de bens manufaturados, da produção das lavouras e ao exercício do poder político com o consequente acumulo de poder e riquezas, o nascimento do que chamamos de civilização. Há milhares de anos, o ser humano sabe que o Sol muda sua posição no céu ao longo do ano, se movendo aproximadamente um grau para por dia. O tempo para o Sol completar uma volta na esfera celeste define um ano. O caminho aparente do Sol no céu durante o ano define a eclíptica.
A eclíptica é o plano da órbita da Terra ao redor do Sol, ou a órbita descrita neste plano. A razão do nome provém do fato que os eclipses somente são possíveis quando a Lua está muito próxima deste plano. A eclíptica também é definida como a circunferência imaginária correspondente à trajetória aparente do Sol na esfera celeste, do ponto de vista de quem está na superfície da Terra.
Como a Lua e os planetas percorrem o céu em uma região de dezoito graus centrada na eclíptica, essa região é definida como o Zodíaco, dividida em doze constelações, várias com formas de animais (atualmente as constelações do Zodíaco são treze: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Escorpião, Ofiúco, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes). No Zodíaco de uso astrológico a constelação de Ofiúco que também tem o nome de Serpentário não é considerada, veremos o porquê disso em outro momento.
As constelações são grupos aparentes de estrelas que formam figuras representando personagens de histórias mitológicas ou interesses culturais do tempo de sua descrição. Os antigos gregos, e os chineses e egípcios antes deles, já tinham dividido o céu em constelações.
Vários séculos antes de Cristo, os chineses sabiam a duração do ano e usavam um calendário de 365 dias. Deixaram registros de anotações precisas de cometas, meteoros e meteoritos desde 700 a.C. Mais tarde, também observaram as estrelas registrando o aparecimento de novos corpos no céu, eventos estes que agora chamamos de novas e supernovas. Os babilônios, assírios e egípcios também sabiam contar a duração do ano desde épocas mais de quatro mil anos atrás. Em outras partes do mundo, evidências de conhecimentos astronômicos muito antigos foram deixadas na forma de monumentos:
Newgrange, construído em 3200 a.C. ( no dia mais curto do ano no hemisfério norte, o solstício de inverno, o Sol ilumina o corredor e a câmara central).
Stonehenge, na Inglaterra, que data de 3000 a 1500 a.C. Em Stonehenge, cada pedra pesa em média 26 toneladas. A avenida principal que parte do centro do monumento aponta para o local no horizonte em que o Sol nasce no dia mais longo do verão (solstício do verão no hemisfério norte). Nessa estrutura, algumas pedras estão alinhadas com o nascer e o pôr do Sol no início do verão e do inverno do hemisfério norte.
O solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador e equinócio é o momento em que o Sol cruza o equador celeste.
Os maias, na América Central, também tinham conhecimentos que lhes permitiram criar calendários sofisticados baseados no movimento do Sol, da Lua e do planeta Venus e faziam registro de fenômenos celestes, e os polinésios aprenderam a navegar no Oceano Pacifico a cerca de três mil anos por meio de observações da posição das estrelas e do Sol. Nas Américas, o observatório mais antigo descoberto é o de Chankillo, no Peru, construído entre 200 e 300 a.C.
Também se destaca o conjunto de edificações das culturas Maia no Sul do México e America Central e da cultura Anasazi no meio-oeste dos Estados Unidos. Mas estamos mais interessados no momento no desenvolvimento da astronomia que leva a o nosso legado mais próximo que é o da Cultura Europeia que teve seus fundamentos trazidos das culturas mesopotâmicas (particularmente a babilônica) e Egípcia através das culturas grega e árabe.





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